9 de abril de 2008

José Domingos de Morais


Dominguinhos será o homenageado do Prêmio Tim 2008.

Justa!


Detalhe importante: este ano será a terceira homenagem. O mestre também está sendo eternizado pelo São João de Recife e Festival de Inverno de Garanhuns, sua terra natal.

2 de abril de 2008

Esticando, misturando e linkando

Estive pensando na possibilidade de me meter em lugares onde existe uma visibilidade maior. Mas, calma... O sucesso não me subiu (que sucesso?). Também nem poderia, afinal de contas o Macaxeira continua com a mesma filosofia de opinar, divulgar e movimentar humildemente as mais variadas atividades culturais (humildes ou não). Não esquecendo que o que importa pra esse sítio, é agitar as substâncias em um ambiente pequeno e ver a cor do resultado final. O que "me passa" é a possibilidade que o iTeia (www.sxbrasil.com.br/apresentacaoiteia) proporciona.

“Rede Independente de Cultura e Cidadania, idealizada pelo Instituto InterCidadania (www.intercidadania.com.br - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e desenvolvida em parceria com patrocinadores e organizações governamentais e não governamentais, em sintonia com o Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura” – iTeia. Interligar projetos culturais com outros projetos de objetivos similares, formando uma teia de interação cultural na internet, essa é a idéia sem “arrudeios”. Legal também é a estética dessa rede. Serão vídeos, músicas, textos, fotos, noticias, dados de produtores e autores, além de informações e indicadores culturais. Por enquanto só textos estão disponíveis, mas fiquei sabendo que no final de abril todas outras mídias estarão possíveis, então, qualquer ONG ou Ponto de Cultura inserida neste contexto, poderá indexar vídeos, músicas, imagens dos seus autores.

Sou um autor do iTeia pelo InterCidadania (www.iteia.org.br/autor/joaopaulo), e neste sítio pretendo “esticar” o Macaxeira, fazendo o que mais gosto de fazer quando falo de cultura: misturar e “linkar”.


Indico! Entrem > www.iteia.org.br


31 de março de 2008

Ordem do Mérito Cultural

O MinC abre as inscrições das propostas de indicação à Ordem do Mérito Cultural para o ano de 2008. Criada em 1995, a Ordem é o reconhecimento do Governo Federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacaram por suas contribuições à Cultura brasileira. Este ano, o tema central das comemorações será a homenagem à Machado de Assis. As propostas de candidatura podem ser apresentadas até o dia 28 de maio. As condecorações são entregues anualmente, por ocasião do Dia Nacional da Cultura (5 de novembro). Formulários e outras informações: merito2008@minc.gov.br/.

Por: João Paulo Seixas
Para/Fonte: Boletim MinC Representação Nordeste

27 de fevereiro de 2008

Últimas Macaxeira...

Últimos dias
Pré-inscrições gratuitas para exposição de produtos na 9ª Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte) terminam nesta sexta-feira (29). Expositores interessados devem preencher uma ficha de identificação disponível no Portal do Governo de Pernambuco (www.pe.gov.br). Além disso, o formulário de pré-inscrição pode ser solicitado por e-mail (artesanato@addiper.pe.gov.br) ou pelo telefone (81) 3181 7321/7322.


Oficinas
A Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, na Encruzilhada (Rua Castro Alves, nº 440), disponibiliza gratuitamente, 25 vagas para a oficina de Máscaras de Couro a partir desta segunda (25) até a próxima sexta-feira (29). Até o mês de outubro, serão disponibilizadas oficinas de adereços de Carnaval, estandarte, fantasia e biscuit.



Quartas Literárias
Mais um recital de poesias nos jardins do Centro de Cultura Luiz Freire. A ação é do Ponto de Cultura Quartas Literárias, nesta quarta-feira (27), a partir das 18h30. A entrada é gratuita. A programação inclui roda de capoeira, samba de roda, rap e exposição de artesanato do Centro de Referência para Infância e Adolescência de Olinda (CRIA). O evento contará com a participação dos poetas Edvaldo Bronzeado, Ivan Almeida, Jommard Muniz de Brito, Jorge Lopes, Lohana, Mariane Bigio, Oriosvaldo, Sil "Mão de Veludo", Susana Morais e Toninho de Olinda.


Cinema e Vídeo
Hipérion Escola de Artes abre vagas para turmas de Audiovisual. Adelina Pontual, Gabriel Mascaro e Luiz Otávio orientam os alunos nas várias etapas da produção de um vídeo, desde o roteiro até a direção. Investimento: 6 parcelas de R$ 120. Outras informações pelos telefones (81) 3088.5620 ou 3445.4571.



Inscrições abertas
A IV edição do Festival de Circo do Brasil, que acontece entre os dias 22 de maio e 01 de junho no Recife, abre inscrições no www.festivaldecircodobrasil.com.br. As categorias são ‘Espetáculos e Números de Circo’ de lona e de rua e o prazo vai até o dia 31 de março.

Acordos e Protocolos


Mais três acordos de cooperação técnica e três protocolos de intenções, no âmbito do Mais Cultura, foram publicados no último dia 15, no Diário Oficial da União (Seção 3, página 7). São as parcerias firmadas entre o Ministério da Cultura e cinco instituições financeiras - Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil e Banco da Amazônia - para o desenvolvimento do Programa, que faz parte da Agenda Social do Governo Federal.

O objetivo das parcerias é o de integrar recursos, experiências e competências institucionais para viabilizar ações que promovam o fortalecimento da área cultural de forma a ampliar sua contribuição como fator de desenvolvimento socioeconômico no país. Dentre outras incumbências, caberá aos Bancos executar atividades identificadas como estratégicas para a promoção da Economia da Cultura, estudar a adequação de produtos e serviços oferecidos às necessidades do mercado cultural e aprimorar a atuação no financiamento dos segmentos culturais, disponibilizando linhas de crédito.

Com previsão de investimentos de R$ 4,7 bilhões até 2010, o Programa Mais Cultura foi lançado em outubro do ano passado e conta, também, com a parceria de outros 17 órgãos federais, além de instituições financeiras, estatais e organizações nacionais e internacionais. A ação busca garantir o acesso aos bens culturais e meios necessários para a expressão simbólica e artística, a qualificação do ambiente social das cidades e geração de oportunidades de trabalho, emprego e renda. Os principais beneficiários são as famílias de baixa renda, os trabalhadores da cultura e os projetos voltados para a educação, saúde, infância, adolescência e juventude.

Texto: www.brasilcultura.com.br

14 de fevereiro de 2008

Informativo Macaxeira


Audiovisual para todos!

FUNDARPE PRORROGA PRAZO
Por conta de alterações no regulamento, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) prorrogou até o dia 27, o prazo para inscrição de projetos no I Concurso do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco, que garantirá R$ 2,1 milhões para a produção independente no Estado. Entre as modificações está a isenção do Imposto de Renda direto na fonte das pessoas físicas e jurídicas e a destinação de R$ 100 mil para documentários específicos ao programa Pernambuco Nação Cultural. O Concurso vai premiar longas e curtas-metragens, produtos em vídeo para TV e ainda projetos voltados à formação. Outras informações:
www.fundarpe.pe.gov.br/.

E os FESTIVAIS?

FESTIVAL DE CUIABÁ
Até 15 de fevereiro estão abertas as inscrições para as mostras competitivas do 15º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, que terá como tema "100 Anos de Cinema em Mato Grosso". Os cineastas interessados em participar poderão se inscrever nas categorias Vídeo e Curta Metragem. Ficha de inscrição, regulamentos e outras informações:
www.institutoculturalamerica.org/.

CINE CEARÁ
Até 15 de fevereiroO
Cine Ceará, Festival Ibero-Americano de Cinema, recebe inscrições para a sua 18ª edição, que será realizada de 10 a 17 de abril em Fortaleza. As inscrições podem ser feitas para a Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem e para a Competitiva Brasileira de Curta-Metragem. Regulamento, ficha de inscrição e outras informações:
www.cineceara.com.br/.

CURTA-SE 8
Até 16 de fevereiro
Estão abertas as inscrições para o Curta-se 8, que abrange a partir desta edição os países iberoamericanos que fazem parte do Programa Ibermedia. Os inscritos podem concorrer entre cinco categorias competitivas. Ficha de inscrição e outras informações:
www.curtase.org.br/.

CURTA NAS TELAS
Até 14 de março
A Prefeitura de Porto Alegre está com inscrições abertas para a 33ª Seleção do Curta nas Telas. Poderão participar do concurso filmes de curta-metragem brasileiros, em bitola 35 mm, com duração de até 15 minutos, incluídos os créditos, que não tenham sido exibidos através da Lei Federal nº 6821/1975 e que tenham sido realizados após o ano de 1990, inscritos por pessoas físicas ou jurídicas. Regulamento, ficha de inscrição e outras informações:
www.portoalegre.rs.gov.br/.

CINEME-SE 08
Até 21 de março
O Cineme-se 2008, Festival da Experiência do Cinema, que acontece em Santos (SP) entre maio e junho próximos, está com inscrições abertas para curtas-metragens com tema livre e duração de 1 a 20 minutos. Os curtas selecionados participarão das sessões “Cineme-se”, “maratona de curtas”, “vídeo minuto”, “experimental”, “cidade tela” e “sessão criança”. Inscrição e outras informações:
http://sites.unisanta.br/cineclube/cinemese/.

GUARNICÊ 08
Até 31 de março
O 31° Festival Guarnicê de Cinema, que acontece entre os dias 15 e 21 de junho, em São Luís (MA) recebe curtas e médias-metragens captados em película ou vídeo, filmes super 8, videoclipes, vídeos de 1 minuto, comerciais (destinado às agências e produtoras do Maranhão) e tele-reportagem (exclusivo às emissoras de televisão do Estado). Além das mostras competitivas, acontecem palestras, cursos e mostras itinerantes durante o festival. Inscrição e outras Informações:
dac_ufma@yahoo.com.br , (98) 3231.2887.

POVOS INDÍGENAS
Até 16 de maio
Estão abertas as inscrições para o IX Festival Internacional de Cinema e Vídeo dos Povos Indígenas, que se celebrará em La Paz e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, de 11 a 20 de setembro. As inscrições podem ser feitas pela internet através do sítio
www.plandecomunicacionindigena.org/. Outras informações: www.clacpi.org/.

7 de fevereiro de 2008

Capiba e Cartola: "Teu cenário já foi uma beleza..."

Enquanto isso, no paraíso...
Os amigos Cartola e Capiba se encontram na fila do pão, e sentam para um cafezinho.

Capiba: Amigo Cartola! Tudo bem?
Cartola: Tudo ótimo, Capiba! Diga lá! Quais as boas novas?
Capiba: Você viu o desfile da sua Mangueira?
Cartola: Não. Fiquei chateado por que não fui homenageado no desfile... Nem fiz questão de ver... Você viu?
Capiba: Vi sim... decepcionante... Você não perdeu nada!
Cartola: Você também não gostou? Mesmo falando do frevo pernambucano?
Capiba: Eu gostei da comissão de frente... Mas o resto estava muito fraco... Imagine amigo, que durante todo o desfile lembrei de você. Se você estivesse lá, a comunidade estaria mais motivada... Só se via o povo levantando as bandeirinhas na hora do “É frevo, é frevo, é frevo..”, e mais nada...
Cartola: Foi mesmo Capiba?
Capita: tô dizendo rapaz! O povo cantando aquele samba fraquíssimo ... Num era a altura do Frevo, nem de longe!
Cartola: nem ouvi direito amigo... Fiquei tão chateado... Nada contra o Frevo entende??
Capiba: Claro, claro... Os pernambucanos adoram você! E com certeza muitos também ficaram chateados com a falta de consideração que a Mangueira demonstrou não te homenageando no ano do seu centenário.
Cartola: Inclusive ... Você sabia que esse foi o motivo de muitas brigas desde o ano passado, entre vários da comunidade? O próprio Ivo Meirelles deixou a bateria... Muito triste isso...
Capiba: Verdade... O pior foi que eu vi pela TV o desfile... Consegui uma 29 polegadas com São Pedro. Amigo Cartola, o que o povo da TV errou sobre minha terra, foi um absurdo!
Cartola: Foi mesmo?
Capiba: Mai!! Um rapaz lá, disse que “os blocos das flores eram blocos que existiam no carnaval de recife...”, eram?? O Bloco é um só, e ainda existe Cartola!
Cartola: mas e a rainha da bateria? Era linda? Era da comunidade?
Capiba: Amigo... bonita era... Mas num era da comunidade não, ela é dançarina de uma banda de axé, da Bahia.
Cartola: Hahahahahaha! Não acredito! No desfile que fala de Frevo, colocaram uma baiana como rainha?
Capiba: pois é amigo... Mas o pior de tudo foi que pegou mal o super patrocínio da prefeitura de Recife, justamente no ano do seu centenário... Imagine o que as pessoas lá de baixo ficaram pensando...
Cartola: COMO ASSIM, CAPIBA? Não estou sabendo disso não...
Capiba: Pois é... Foram 3 milhões... Mas pense direitinho Cartola, todas as escolas precisam de patrocínio, precisam de incentivos para mostrar sua festa.
Cartola: Mas companheiro... bem no ano do meu centenário, isso pegou mal. Parece que o que mais importou foram os cifrões da prefeitura, que as notas dos meus sambas. Imagino que foi isso que a comunidade e os juízes pensaram na hora de votar.
Capiba: E São Pedro também pensou isso, viu? Por que ele detonou uma chuvona na hora do desfile! Sim... colocaram um carro em sua homenagem no final do desfile.
Cartola: Deveriam ter colocado um carro para cada mestre do frevo, ao invés de tentar me homenagear com apenas um carro. Se falaram sobre o Frevo, se foi Recife ou Pernambuco, que fizessem bem feito. Capiba... quero propor um desafio!
Capiba: Diga, mestre do samba....
Cartola: Ano que vem vamos montar uma escola de samba que toque frevo, aqui no paraíso. O que você acha?
Capiba: Já é! Vou chamar meus amigos para criar uns frevos...
Cartola: Massa! Marcado... Eu levo o pandeiro...

25 de janeiro de 2008

Que som é esse mesmo?

Pra saber o "o que é" e o "por que" do que você vai pular no carnaval de Pernambuco, segue abaixo algumas informações indispensáveis.

Caboclinho
O Caboclinho é com certeza uma das presenças mais originais do carnaval do Recife, sendo o grupo formado pelo: cacique, mãe-da-tribo, pajé, matruá, capitão, tenente, porta-estandarte, perós (meninos e meninas), caboclos-de-baque, cordão de caboclos e cordão de caboclas, os músicos geralmente são em número de quatro. O conjunto é formado pela inúbia (um pequeno flautim de taquara), caracaxás ou mineiros, tarol e surdo. A beleza plástica das jovens índias, a forte coreografia dos caboclos e a variedade de cores do conjunto, dão um toque de destaque ao grupo. Se no maracatu está toda a herança das nações de negros, no caboclinho vamos encontrar a presença do índio.

Ciranda
É uma dança típica das praias que começou a aparecer no litoral norte de Pernambuco. Uma das cirandeiras mais conhecidas é a
Lia de Itamaracá. Surgiu também, simultaneamente, em áreas do interior da Zona da Mata Norte do Estado. É muito comum no Brasil definir ciranda como uma brincadeira de roda infantil, porém na região Nordeste e, principalmente, em Pernambuco ela é conhecida como uma dança de rodas de adultos. Os participantes podem ser de várias faixas etárias, não havendo impedimentos para a participação de crianças também.

Coco de Roda
Dança popular do litoral do Nordeste brasileiro, tem influência no batuque africano e bailados indígenas. A dança é simples: forma-se uma roda e, envolta dela, alguns participantes sapateiam no centro. O restante do grupo faz o canto entoado e as palmas rítmicas. Os participantes do centro são os solistas, eles escolhem quem serão os próximos a participarem do sapateado. O ritmo acompanha a simplicidade dos passos, com um refrão entoado pelo coro, que por sua vez é acompanhado pelo pandeiro, ganzá e ingono (tambor). O canto normalmente é improvisado, com exceção do refrão, e envolve uma sucessão de versos e estrofes. Entre as suas mais conhecidas variações, encontram-se o coco de praia e o coco de sertão.

Maracatu de Baque Virado
Os Maracatus mais antigos do Carnaval também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, em Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outro, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu. Do Maracatu Nação participam entre 30 e 50 figuras. Entre elas estão o Porta-Estandarte, trajado à Luís XV (como nos clubes de frevo), que conduz o pavilhão e, ao seu lado, traz uma baliza ou um ajudante. Atrás vêm as Damas do Paço, cinco ou dez delas, as de maior importâncias no bailado, e que carregam as Calungas, que são bonecos de origem religiosa, do Congo, reminiscência de cultos fetichistas. A dança executada com as Calungas tem caráter religioso e é obrigatória na porta das Igrejas, representando um "agrado" a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Quando o Maracatu visita um terreiro homenageia os Orixás. Depois das Damas do Paço segue a corte: Duque e Duquesa, Príncipe e Princesa, um Embaixador (nos Maracatus mais pobres o Porta-estandarte vale como Embaixador). A corte abre alas para o Rei e a Rainha, que trazem coroas douradas e vestem mantos de veludo bordados e enfeitados com arminho. Nas mãos trazem pequenas espadas e cetros reais. O Rei é coberto por um grande pálio encimado por uma esfera ou uma lua, transportado pelo Escravo que o gira entre suas mãos, lembrando o movimento da Terra. O uso deste tipo de guarda-sol é costume árabe, ainda hoje presente em certas regiões africanas. Alguns Maracatus incluem nesse trecho do cortejo também meninos lanceiros, vestidos como guardas-romanos, com capacete de metal. Outros, não dispensam a figura do Caboclo de Pena, que representa o indígena brasileiro e tem coreografia complicadíssima. Enquanto dança ao redor do cortejo, emite sons estranhos, imitando pássaros selvagens, e produz estalos secos e rápidos com seu arco e flecha. A orquestra do Maracatu Nação é composta apenas por instrumentos de percussão: vários tambores grandes (zabumbas), caixas e taróis, ganzás e um gonguê (metalofone de uma ou duas campânulas, percutidas por uma vareta de metal). O Mestre de Toadas "puxa" os cantos, e o coro responde. As baianas têm a responsabilidade de cantar, outras vezes, são os caboclos, mas todos os dançarinos também podem participar.

Maracatu de Baque Solto
Também conhecido como Maracatu de Orquestra ou Maracatu Rural é um misto de dança e de teatro que conta a saga dos homens e mulheres plantadores de cana de açúcar. Inicialmente eram homens que saiam isoladamente, vestidos de uma roupa de chita colorida, rostos escurecidos com carvão, cabeças cobertas com um chapéu em forma de funil, um chocalho preso às costas e uma lança na mão. Eram caboclos, assim chamavam os que viviam distante dos centros urbanos e que descendiam dos índios. Apareceram como testemunhas históricas do passado. Eram guerreiros que haviam perdido seus líderes. Inicialmente não eram aceitos nas comunidades e foram reprimidos. Com o tempo começaram a sair em conjunto lembrando uma tribo, com nomes que demonstravam a coragem, por isso são tantos os que se chamam de Leões, ou tribos com o nome dos peixes que tiravam dos rios, como a Cabinda ou Piaba. Negociaram a sua sobrevivência e adotaram uma corte real. Seus caboclos foram se tornando mais atrativos, suas vestes mais coloridas, sem abandonar a Burrinha, o Caçador, o Mateus e sua companheira Catirina – também chamada de Catita – que saiam em busca de comida para a tribo que se desloca de um povoado a outro, de uma cidade a outra. Os Maracatus de Baque Solto, nascidos dos canaviais das cidades da Zona da Mata Norte, especialmente Nazaré da Mata e Aliança, conquistaram a Capital e hoje já são vistos como uma das mais genuínas criações culturais de Pernambuco. Os Caboclos de Lança, com a sua dança guerreira são, hoje, os guardiões da cultura pernambucana.

Samba
O gênero, descendente do lundu (canto e dança populares no Brasil do século XVIII), começou como dança de roda originada em Angola e trazida pelos escravos, principalmente para a região da Bahia. Também conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dançarino no centro de uma roda, que dançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ''umbigada'' em outro companheiro da roda, convidando-o a entrar no meio do círculo. Com a transferência, no meio do século XIX, da mão-de-obra escrava da Bahia para o Vale do Paraíba e, logo após, o declínio da produção de café e a abolição da escravatura, os negros deslocaram-se em direção a capital do país, Rio de Janeiro.

Afoxé
Termo em português oriundo da palavra em Iorubá (afose), recurso mágico que concede ao usuário o poder da palavra, poder adquirido concedido através da fala, de tal modo que uma ordem verbal não poderá ser desobedecida, a mesma força de realização através da palavra pode ser empregada nas orações. Esta palavra sofreu distorções ao ser aportuguesado. No Estado de Pernambuco o termo ressurge num novo formato - no final da década de setenta - com o Afoxé Ylê de África, composto por alguns integrantes do Movimento Negro Unificado. Atualmente, o Afoxé enquanto entidade de cultura negra vem buscando o fortalecimento dos terreiros de Candomblés, quebrando os preconceitos atribuídos aos seus rituais religiosos e compromissos sociais, através de suas músicas e expressões artísticas. Por isso, reafirma e celebra seu ritual no Carnaval de Olinda para um público culturalmente livre e diversificado.

Axé
O Axé Music, ou simplesmente Axé, é um gênero musical surgido no estado da Bahia na década de 1980, durante as manifestações populares do carnaval de Salvador,que mistura a Marcha das Músicas Latino-caribenhas com Frevo pernambucano, forró, Maracatu e Calypso, que é derivado do Reggae.

Frevo
Em meados do século XIX, em Pernambuco, surgiram as primeiras bandas de músicas marciais, executando dobrados, marchas e polcas. Estes agrupamentos musicais militares eram acompanhados por grupos de capoeiristas. Por esta mesma época, surgiram os primeiros clubes de carnaval de Pernambuco. Os capoeiristas necessitavam de um disfarce para acompanhar as bandas, agora dos clubes, já que eram perseguidos pela polícia. Assim, modificaram seus golpes acompanhando a música, originando tempos depois o "Passo" (a dança do Frevo) e trocando suas antigas armas pelos símbolos dos clubes que, no caso dos Vassourinhas e Lenhadores, eram constituídos por pedaços de madeira encimados por uma pequena vassoura ou um pequeno machado, usados como enfeites. O frevo é uma dança inspirada em um misto de Marcha e Polca, em compasso binário ou quaternário, dependendo da composição, de ritmo sincopado. É uma das danças mais vivas e mais brejeiras do folclore brasileiro. A comunicabilidade da música é tão contagiante que, quando executada, atrai os que passam e, empolgados, tomam parte nos folguedos. E é por isso mesmo, uma dança de multidão, onde se confundem todas as classes sociais em promiscuidade democrática. O frevo tanto é dançado na rua, como no salão. Existe em três tipos: Frevo de Bloco, Frevo de Rua e Frevo Canção.

Agora pulem à vontade!

Fontes: Wikipédia, TerraBrasileira.net, Prefeitura de Olinda (site) e Prefeitura de Recife (site).

24 de janeiro de 2008

Num tem como num rí !!

Jessier Quirino pra relaxar, e lógico, morrer de rir!

Para quem não conhece...-> http://www.poesiamatuta.com.br/

Matuto No Cinema
E o matuto, rapaz...
Anafalbeto de pai e mãe... e parteira
E sai do sertão pra capital
pra assistir um filme estrangeiro legendado
quando ele volta pro sertão,
mas ele num conta o filme todinho?

"má rapai
eu fui lá na capitá rapai
eu assisti um filme altamente internacioná
pense num filme internacioná!
e tem uma coisa: um filme mafioso...
um fime mafioso...
Ói tinha dois atista:
tinha o atista que sofria e o atista que salvava.
Meu cumpadi
o atista que sufria: pense num cabra corajoso!
Rapai, o caba num tinha medo de nada não rapai!
Rapaz, os bandido!
os bandido pirigoso que só buchada azeda!
invocado que só um fiscal de gafiera
sério que nem um porco mijano!
tinha o dedo da grussura de um cabo de foimão!
amarraro o atista com imbira!
e tem uma coisa: imbira dos Estado Zunido,
num tem quem se solte não rapaiz!
Amarraro o atista com imbira,
butaro o caba sentado a força numa cadera
ai chego o bandido, buto o dedo na cara do atista e
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, num sei que lá.
Tá pensano que atista teve medo rapaiz?
O atista amarrado com imbira rapai, teve que ouvi
tudinho,
mas muito do tranquili, olhô pa cara do bandido assim
e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá o quê
mermão???
mas rapaiz...esse bandido inchô feito um cururu no
sal, num sabe?
isfregô o dedo na cara dele assim e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, seu fila da puta!!!
Tu tá pensano que o atista teve medo?
oxe, amarrado com imbira, do jeito que tava,
ficô muito do tranquili, olhô assim pro vbandido e
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá o
carai!!!
Mas meu cumpadi, esse bandido pegô um ar, pense numa
pegada de ar!
MAs raái, foi uma pegada de ar tão mudida do poico!
ai puxô uma chibata feita de virola de pneu de
caminhão, num sabe,
mais cumprida de que uma língua de manicure,
deu-lhe uma chibatada tão aparetada a um coice de
besta parida,
que ficô iscrito assim da taba dos quexo pa porta da
orlha do individuo:
FIRESTONE
eu sei que nessa hora, no mei dos bandido,
tinha um que era do time do atista, rapai
do time da gente, num sabe?
e ele tava camuflado feito rapariga de pastô:
num tinha quem desconfiasse, rapaiz!
camuflado la por dento, e ele tinha um relógio, puxado
pa telefone,
ai ele foi prum pé de parede cum relógio dele
aí passô o bizu pa puliça que tava lá em baixo
ele pégô o relógio e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, num sei que lá,
contô tudinho à puliça
a puliça lá em baxo nos carro uvindo tudo pelos radio
e a puliça dos estado zunido, num se veste de puliça
não!
se veste de adevogado!
Aí a puliça dento dos carro só fez pegá o rádio
e chamá os carro tudim dos estado zunido rapaiz:
acunhe, acunhe, acunhe, acunhe, todos os carro
acunhe, que o negocio é serio,
acunhe, acunhe, acunhe, acunhe,
aí os carro acunharo,os carro acunharo, acunharo
aí era mais carro em cima do prédio, de quê romero em
cima de Pade Ciço
o prédio, rapai era um prédio grande,
tinha uns 2 ou 3 andá,
ou era um colégio de frera, ou era uma prefeitura
eu sei que num tinha quem entrasse:
um prédio todo de vrido, infeitado feito pintiadera de
rapariga, num sabe?
aí a puliça tome corda, tome corda, tome corda, tome
corda,
quando a gente pensava que era a puliça que ia subi
por fora do predio
pra salvá o atista,
aí veio o momento mais arrepiadô do filme, rapaiz!
foi quando chegô o atista principal, o atista
salvadô!
e ele vêi num avião daquele,
daquele avião que tem uma penera em cima, num sabe?
aí o avião vei
e o avião num vuava não: era parado, viu!
o avião ficô parado em cima da prefeitura,
pela capota de vrido a gente já via o atista, rapaiz
o atista forte com os peitão,
2 cinturão de bala, uma ispingarda da grussura dum
cano de esgoto, rapai,
aí o atista fico assim na porta do avião
Ó o nome do atista: Arnô Saijinegue!
agora, num é esses arnô saijinegue do sertão,
que dá no cu de todo mundo não!
é Arnô Saijinegue importado,
ou é da Chequilováquia, ou é da Bolívia, tá
entendendo?
Eu sei que o Arnô Saijinegue ficô9 na porta do avião
aí o chofer do avião olhô pra ele e disse:
acunhe! Pode pulá!
ai ele pulô la de cima, pulô la de cima, bateu no
telhado, furô a laje,
bateu mermo no jugá onde o atista tava preso com o s
bandido,
pego os bandido tudo desprevinido, comendo cuzcuz com
leite, rapaiz,
eu sei que nessa hora, o atista pegô a ispingarda
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá,
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá,
ói ele matô tudinho!
aí apariceu mais bandido, e foi briga de sê midida a
metro!!
ele deu um tabefe no cor da orelha dum caba lá chamado
Mané Capado,
que ele borbuletô uns 2 palmo e caiu no chão feito uma
jaca mole
aí eve um bandido, rapaiz,
que homilhô o atista com uma dedada aonde as costa
muda de nome.
Meu cumpadi, esse homi ofendido na região glútea virô
uma fera
e entre a rapideiz da dedada e a imediatidade do êpa,
deu-lhe um berro nas oiça do sujeito que iscurrego na
froxura e caiu sentado.
Nessa hora, meu cumpadi, o atista partiu pra cima
dele
com um gênio de 150 siri dento de uma lata de
querosene,
deu-le um sopapo no serrote dos dente,
que chuveu canino, molar, e incisivo, por 3 dia no
sítio Boca Funda.
aí nessa hora, meu cumpadi, o bandido principal saiu
num derrapo de velocidade,
ai o atistao atista deu-lhe um chuvaréu de bala, meu
cumpadi,
que a gente teve que se abaxá dento do cinema,
aquelas letrinha que passa lá no filme ele derrubô
umas 140,
e eu ainda peguei umas 4: taqui pra você vê!!!

18 de janeiro de 2008

É frevo? é frevo? é frevo?

Samba Enredo da Mangueira - 2008

"100 anos do frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar..."

Ao som de clarins
Descendo a ladeira
Sou Mangueira
Tem frevo no samba
Deu nó na madeira
Orgulho da cultura brasileira
A majestade é o povo,
Sem o povo história não há
Estende o brasão, reflete o leão,
Símbolo de garra e união
Capoeira invade os salões
Mascarados, despertam Dragões
E pelas ruas, vem Zé Pereira,
Arrastando a multidão
Nascia o frevo contagiando toda a massa
E até hoje tem colombina e seus amores
Passo no bloco das flores
O profano é sagrado no maracatu
Nos cem anos de história, desperto a alvorada
Brincando no Galo da Madrugada
Invade a cabeça, o corpo, embala os pés
Delírio da massa, um fervo!
É a Mangueira no passo do frevo
Voltei de sombrinha na mão
Sonhando em gritar é campeã.


Mandou me chamar, eu vou
Prá Recife festejar Alegria no olhar eu vejo
É frevo, é frevo, é frevo!


Acho que poderia ter mais conteúdo... Usar um pouco mais da história desse patrimônio, falar dos três tipos de frevo ("canção", "de rua" e "de bloco"), ou pelo menos citar o compositor mais conhecido: Capiba. A citação "Descendo a ladeira ", se mistura com o Galo da Madrugada, em um contexto recifense , como o próprio tema do enredo menciona, e sabemos que ladeiras só na maravilhosa Olinda (cariocas: Olinda é uma cidade vizinha a Recife). Poderiam citar pontes. Ou até "focar" apenas no Frevo, aí Olinda poderia entrar nessa historinha. Que tal falar que o frevo foi um dos poucos ritmos criados em uma cidade? Daí a sua complexidade e dinamismo. A dança que foi oriunda da capoeira. Acrescentar que as bandinhas começaram a apressar o compasso por conta do “fervor” dos foliões e daí originou. Que tal citar: Ademir Araújo, Clóvis Pereira, maestro Duda, Edson Rodrigues, José Menezes, Maestro Nunes ... Nem Spok e seu Frevo-Jazz foi citado. Bem, amigos... Postando aqui pra vocês, percebi que o Frevo é bem mais que um samba. Não pelo samba, pelo os que fizeram a letra. Quem sabe Capiba não faria um samba melhor?

“Pode acabar o petróleo, pode acabar a vergonha, pode acabar tudo enfim, mas deixem o frevo pra mim” (Capiba)


Ps: imagem - "Frevo" por Portinari

13 de dezembro de 2007

95 anos




Se estivesse nesse plano, ele estaria completando 95 anos.

Relembrar Luiz é celebrar o que temos de bom.



Parabéns!

10 de dezembro de 2007

Pra dormir, ou pra curtir?

No último dia 8, no teatro da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Recife teve o privilégio de receber o cantor e compositor mineiro, João Bosco, em sua turnê de divulgação do álbum “Obrigado Gente!”, gravado ao vivo, em comemoração aos seus 30 anos de carreira. Ele voltou a cantar grandes sucessos. Até então, tudo bem, um grande compositor, em um grande show, com uma platéia maior ainda... se não fosse o “ar de banzo” que dominou toda a apresentação dele.

Depois da terceira música, ouvia-se o grito “Papel Machê!!”, era uma senhora, pedindo uma das mais conhecidas, mas nem a risada de todos presentes no teatro, animou o clima da apresentação.... Apresentação? Sim, costumo dizer que existem shows e apresentações. Shows acontecem quando o artista (lidando com arte, ou não) interage osmoticamente com a platéia, ou seja, os espectadores fazem parte do evento. As apresentações acontecem, para mim, como uma exposição de quadros de Von Gogh, um silêncio total, e cada um que veja uma árvore onde Von Gogh gostaria de mostrar um carrossel. São formas diferentes de expor a arte, e nenhuma delas está errada. Mas acredito que metade das pessoas que foram na apresentação de João Bosco no último dia 8 do teatro da UFPE, não foram com intuito de ver uma apresentação, e sim um show. Ou ao menos tivemos um grande percentual de pessoas que não conhecem exatamente o trabalho dele, desta forma entendemos o por que de gritar entre uma musica e outra, já que ele não gosta muito disso. A verdade é que vi pessoas dormindo. Não para mim... Juro que gostei do show! Musicalmente foi perfeito... Solos desconcertantes, como a própia música do cantor Mineiro. Os solos de bateria (Kiko Freitas) eram tão reais quanto a falta de presença (ou paciência) de palco do compositor, a diferença é que a bateria produzia sons maravilhosos, e o sorriso sem palavras nem sons dele eram barulhentos demais para quem achou que ia sair maravilhado de lá.


Fui ao banheiro durante a apresentação e percebi que uma mulher reclamava grosseiramente com um segurança: “por que não dá play nesse troço??”. Ela estava no bar do teatro, olhando um DVD de Seu Jorge e Ana Carolina, ”arretada” com o show: “Eu tava quase dormindo lá dentro, chego aqui esse dvd está no menu... Assim não dá meu filho.... Dê logo um play vá!”


È... O clima estava pesado no bar... Já no camarim, o clima era de total “leveza”. A produção estava impecável (CBS Produções). Tinha um segurança atrás das cortinas do palco, que parecia não estar muito feliz por estar lá. Tudo bem que os seguranças não precisam estar distribuindo sorrisos, mas depois que ele discretamente bocejou, percebi um certo sono nele também. Tinha gente na platéia realmente empolgada com a musicalidade do quarteto, mesmo que por várias vezes João Bosco estivesse de costas para o público. Pessoas aplaudiam muito cada solo de guitarra, baixo e bateria, até os que estavam dormindo. Acho até que, depois dos primeiros aplausos apareciam vários outros, possivelmente quando começavam os primeiros, os que roncavam acordavam para acompanhar a metade empolgada. Um dos produtores do compositor, quando percebeu minha presença no palco, ao lado das cortinas, me olhou como se fosse perguntar algo do tipo: “quem é você? O que está fazendo aqui?”. Mas acabou ficando só no olhar, do tipo: “deixa pra lá... ta tão bom aqui sentado...”.


No final, quando ele finalmente tocou “Papel Machê”, depois de contados cinco pedidos da mesma senhora, (a senhora que disse que o amava, gritando. Não se empolguem, só ela fazia isso) e aproximadamente uma hora e meia de apresentação, ele foi embora, direto para o seu camarim, e nem ouviu (ou não fez questão de ouvir), a mesma senhora e mais umas cinco pessoas pedindo para ele voltar, depois que 99% da platéia já estava na escadaria do teatro, lá fora. Ele partiu rapidamente sem falar com ninguém. Nem mesmo comigo que fiquei na frente dele, tentando mostrar que apesar de todo o sono... Eu adorei o show!

26 de outubro de 2007

Iai, vamos pro mercado?

Sarapatel, conserto de roupas, engraxates, bolinhos de bacalhau, artesanato (puro nordestino), toalhas, doces, concursos de poesia, bode assado, forró ao vivo, cordelistas, eletrodomésticos (novos ou usados), macaxeira com charque, pão doce, conserto de vassouras ... Quem não conheceu os mercados públicos do Recife, não conhece a essência da cultura pernambucana. São 2.277 boxes, somados de 17 mercados, cada um mostra a cara da comunidade local. Nos últimos anos, a sociedade pernambucana vem resgatando a importância de poder desfrutar desses espaços multiculturais, que ao passar dos anos, tornam-se cada vez mais vivos dentro da atmosfera cultural nordestina. A autenticidade dentro das misturas culturais brasileiras é o grande produto que se pode consumir nesses centros.

Alguns:
Mercado de São José
Mercado de Água Fria
Mercado da Madalena
Mercado de Santo Amaro
Mercado de Nova Descoberta
Mercado das Flores
Mercado do Jordão

Mercado dos Coelhos
Mercado da Encruzilhada



Os Amigos dos Mercados (
www.amigosdosmercados.com.br) tem ajudado na redescoberta desses espaços.

Iai, vamos pro mercado?

1 de outubro de 2007

MUNIC: Nossa Cultura Mapeada

A Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2006) do IBGE, ganhou um suplemento voltado para a cultura. O Ministro Gilberto Gil, no último dia 17, lançou a inserção desse documento na pesquisa do instituto. No discurso de Gil (www.cultura.gov.br/noticias/discursos/index.php?p=29795&more=1&c=1&pb=1), ele cita a boa parceira entre o IBGE e o MinC, no quarto ano de pesquisas municipais e instiga a sociedade a pensar nas diversas possibilidades que os dados nos proporcionam sonhar.

É notório a positividade que envolve todo o discurso do Ministro, não só pelos dados da pesquisa (que por si só, elogiam a gestão), mas pela atual aceitação de seu mandato por todas as camadas sociais. Não quero levar esse texto para um discurso político, mas segundo o Munic, em sete anos, cresceu em 178% o número de municípios com acesso à Internet, em 41% a quantidade de museus nas cidades brasileiras e em praticamente 17% o número de bibliotecas. Esses e outros dados geram parâmetros para comparações e discussões embasadas em números concretos, aumentando a possibilidade de encontrar falhas, e corrigi-las antes que a bola de neve aumente, ajudando a mapear melhor a realidade cultural brasileira. Essa sim foi a grande vitória da pesquisa. Segundo o ministro, “nesses quatro anos, a cultura passou a ter visibilidade numérica e mensuração estatística”.

Os dados motivam ações regionais. Como diríamos: agir “na ferida”, ou “nas feridas”, fazendo com que o controle das atividades culturais do governo federal nos municípios, seja melhor fiscalizado futuramente. E abre um leque de possibilidades para novas inovações no âmbito cultural federal, no intuito de descentralizar a nossa cultura, até por que, acredito nessas pesquisas quando penso em um país continental e dinâmico culturalmente, como o nosso. O ministro também enxerga dessa forma quando comenta que com o Munic, conseguimos visualizar os males culturais que a nossa colonização nos deixou como herança: “o Munic demonstra, sem nenhum artifício, as mazelas entranhadas por séculos da história do nosso País, que se espalharam por nosso território e inocularam as desigualdades oriundas de um modelo de colonização, um modelo de povoamento e um modelo de desenvolvimento”. Completo: um modelo falido de um colonizador falido.

Como diriam alguns amigos meus: “os trabalhos” já começaram. Acredito que o Ministério está no caminho certo, ainda é pouco, mesmo vivendo em um país onde toda esmola é bem vinda, e logo se diz “é pouco mais é alguma coisa” (trecho que me remete outro trecho bem explorado de quatro em quatro anos: “rouba mas faz”)... Ainda é pouco. Mas é um início. E vou cobrar mais.


12 de setembro de 2007

Protestar contra quem?

Como é de praxe, todos os dias que entro no meu horário de almoço, saio um pouco da realidade da empresa, mesmo estando ainda lá, e entro na viajante web e seus convites às relações. isso tudo só pra dizer que entrei no site de relacionamentos, Orkut, onde tenho um perfil. Uma conhecida tinha deixado um scrapt (recado), que era na verdade um convite à participar de um manifesto anti-pirataria que ia acontecer aqui no centro da cidade. Me segurei, pois não tenho costume de usar muito esses scrapts como comunicação mas... Agreguei forças e resolvi responder o convite. Segue abaixo a minha resposta:

Adriana, sobre o protesto...

É importante saber até onde a pirataria faz mal a sociedade. Não sou pirateiro, mas sei de muitos músicos, dançarinos, produtores/produtoras, artistas populares (em geral) que crescem e trabalham com a reprodução sem vínculos com uma gravadora. Por isso entendo e desta forma tento agregar, falando que o mais importante que protestar sobre algo colocado como errado, pelo simples fato de não ser aceito pelas já conhecidas "empresas de direitos autorais", ou gravadoras (diga-se de passagem, exploradoras), é protestar sabendo que essas leis não são espelhos da nossa sociedade e da nossa cultura, mas sim, modelos de outros países. O que coloco nesse espaço não é politicagem, nem apelo para que várias pessoas leiam oq coloquei aqui... É apenas uma opinião fundada com embasamentos tirados do nosso dia-a-dia e da percepção que esse processo de "liberdade autoral" é uma evolução do ponto de vista cultural.Ok?

Obrigado pelo convite!
Abs...

Na verdade amigos, não sou a favor da pirataria, mas nem tão pouco das gravadoras, e usei o sentido lógico da coisa: se eu for me manifestar contra o pirata, estarei a favor das empresas de direitos roubados. Importante salientar que a escravidão acabou, e o processo que existe hoje em dowloads, trata-se de um caminho sem volta. Evolutivo. Completo. Não se preocupem mais com isso, as gravadoras que vão ter que "rebolar" para conquistar seu público. Como já estão fazendo, disponibilizando mais detalhes nas fichas técnicas nos encartes de cds e dvd´s, ou até mesmo lançando novos produtos como o CD/DVD, juntos em um mesmo produto (algo que lembra o velho bolachão, Lado A/Lado B).

Nosso foco é outro... Temos que cuidar para nossos manifestos de cobrança à mais incentivos às culturas sejam ouvidos, e não alimentar o bucho da velha máquina de monopólio musical.

Agora, vamos pensar nas emissoras de TV quando a TV Digital chegar!